bigtrip


Praga

Eu tinha lido tanto e tinha estudado tanto sobre Praga e suas atrações que achei que chegaria lá e me decepcionaria, de tão grande que era a minha expectativa. Ledo engano...

Praga é uma cidade encantadora que me deixou fascinada e com um gostinho que quero mais. Quanto eu estava as 5 horas da manhã no táxi, indo para o aeroporto para deixar a cidade, o único pensamento que me vinha a cabeça era: Preciso voltar aqui!

Pra começar, tudo funciona, o transporte público é bom, a população é simpática e prestativa e a cidade é pequena e concentrada, o que facilita a vida do turista. Chegamos a estação de trem as 22:30h, vindo da frustrante Budapeste e não tivemos dificuldade nenhuma para pegar o metrô e o bonde para chegar ao nosso hotel, muito bem localizado, do lado da Ponte Carlos (palmas para mim) em 1 hora no máximo. Isso sem falar uma palavra de tcheco.

Deu tempo ainda de largar as malas no quarto e achar um barzinho pertinho para provar a maravilhosa "pivo", ou cerveja nacional tcheca. É realmente muito boa, apesar de nunca ser servida muito gelada. Eles não tem esse costume e gostam da cerveja quase em temperatura ambiente.

A cidade é considerada uma das capitais mais lindas da Europa (e uma das mais visitadas também) e tem vários apelidos interessantes: "Pérola do Oriente", Cidade dos Cem Pináculos", "Cidade Dourada", "Mãe de Todas as Cidades" e "Coração da Europa", "Jóia de Pedra" e "Paris do Leste. Deste último eu discordo um pouco. Acho que a cidade não tem nada a ver com Paris. O mais apropriado, na minha opinião é Cidade Dourada. A cor das construções é predominantemente amarela/dourada e a cidade tem uma aura dourada.

Quanto eu cheguei na Stare Mestro Namesti, ou Praça da Cidade Velha, eu realmente me emocionei. Havia uma grande concentração de pessoas na frente do Relógio Astronômico, que dá um "showzinho", a cada hora, ou seja, a caveira vira a ampulheta, faz um barulho meio malévolo e começa um desfile de apóstolos. Depois, toca o sino e acaba o show. Muito bonitinho e peculiar, e o mais espantoso, é que ele foi idealizado e construído em 1410! Tudo bem que os apóstolos andantes só foram parar lá no reparo feito em 1865, mas ainda assim, é impressionante. E o que eu achei mais legal foi que ele, em si, não marca as horas exatamente, mas marca a movimentação da terra, do sol e de outros astros, segundo a antiga contagem de tempo tcheca. Atualmente, é conectado ao relógio da torre da Prefeitura, que marca as horas de acordo com o nosso relógio e faz a sua apresentação de hora em hora. E quando o artesão, na época, foi questionado sobre a marcação inexata do tempo, respondeu: "Eu não fiz um relógio para contar o tempo exato, mas sim para ser bonito e admirado e para funcionar no ritmo dos astros do universo". Isso me pareceu tão profundo. O que é mais importante? A hora certa ou o movimento do nosso Universo?

 



Escrito por Paulinha às 22h53
[   ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Viagens
Histórico
Outros sites
  Dicas Imperdíveis de Viagens
  Página no Multiply
  Museu Picasso
  Viaje na viagem
  Rick Steves
  Tripadvisor
  Venere
  Giramundo
  A Janela Laranja
  BIGTRIP NOVO
Votação
  Dê uma nota para meu blog